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3 riscos invisíveis que podem gerar prejuízos milionários para empresas

  • Foto do escritor: Blended Insurance
    Blended Insurance
  • 11 de mar.
  • 3 min de leitura

Um único incidente pode custar R$ 7 milhões para uma empresa brasileira.

Esse é o custo médio de um vazamento de dados no país, segundo o Cost of a Data Breach Report da IBM. E esse é apenas um dos riscos que muitas empresas não enxergam. Quando falamos em risco empresarial, muita gente pensa em incêndios, roubos ou desastres naturais, mas hoje os prejuízos mais relevantes muitas vezes vêm de outros lugares. Eles aparecem silenciosamente e quando a empresa percebe… o problema já aconteceu.


Ao longo dos últimos anos trabalhando com empresas de diferentes setores, posso garantir que esses três riscos aparecem com muita frequência. Curiosamente, quase sempre passam despercebidos até o dia em que viram um prejuízo real.


Ataques cibernéticos e vazamento de dados nos dias de hoje, não são mais raros... e sim, cada vez mais frequentes. Hoje, praticamente toda empresa depende de tecnologia, seja para o sistema financeiro, banco de dados de clientes, servidores ou até mesmo para as plataformas digitais. Tudo passa por ali. Isso trouxe eficiência, mas também criou uma nova porta para prejuízos.


Segundo o Cost of a Data Breach Report da IBM, o custo médio de um vazamento de dados no Brasil chegou a cerca de R$ 7 milhões por incidente. Fonte: IBM Security – Cost of a Data Breach Report.


O impacto raramente é apenas financeiro, pois os ataques cibernéticos costumam trazer junto: paralisação da operação, perda de confiança de clientes, exposição de dados, e claro, processos judiciais milionários.


Existe um mito perigoso, de que esses ataques cibernéticos acontecem apenas com empresas gigantes. Na prática, empresas médias são hoje alguns dos principais alvos, justamente pela falta de proteção adequada a esses riscos.


Outro risco silencioso é o que chamamos de Responsabilidade civil corporativa.

Muitas empresas subestimam a possibilidade de causar danos a terceiros e esquecem que isso pode surgir de formas muito diferentes. Um produto com defeito, um acidente durante uma operação, o erro técnico em um projeto ou até mesmo um dano ambiental inesperado. E quando algo assim acontece, a discussão raramente fica só no campo operacional, ela quase sempre vai parar no campo jurídico. O Brasil tem um histórico forte de disputas desse tipo.


Um exemplo conhecido foi o desastre de Mariana em 2015, que gerou bilhões de reais em processos e acordos judiciais relacionados a danos ambientais. Fonte: Agência Brasil

Mas a maioria dos casos não aparece nas manchetes, são situações menores, porém frequentes. E muitas vezes muito caras para empresas.


Já o terceiro risco é a Responsabilidade de executivos e decisões corporativas.

Existe ainda um risco que pouca gente comenta, que é a responsabilidade pessoal de executivos. Diretores, administradores e conselheiros podem ser responsabilizados por decisões tomadas no exercício de suas funções. Isso pode acontecer por diferentes motivos: seja pelo questionamentos de investidores, problemas de governança, investigações regulatórias ou decisões estratégicas contestadas.


Nos Estados Unidos e na Europa esse tipo de processo é comum há décadas, já no Brasil ele vem crescendo com o avanço das práticas de governança corporativa. As empresas com investidores, conselhos ou estruturas societárias mais complexas costumam estar mais expostas.


O ponto que muitas empresas só percebem depois é: o problema raramente é apenas o risco existir. O problema é quando ele nunca foi analisado antes. Muitas empresas operam durante anos sem perceber vulnerabilidades importantes dentro da própria estrutura tecnológica, operacional e jurídica. E quando o problema aparece, normalmente surge uma pergunta inevitável: “Será que poderíamos ter evitado isso?”

Empresas mais maduras costumam tratar risco da mesma forma que tratam estratégia ou finanças. Elas analisam cenários, mapeiam vulnerabilidades e estruturam proteção antes que algo aconteça. Muitas vezes, uma simples análise externa já revela exposições que nem estavam no radar da gestão, e isso muda completamente a forma como a empresa enxerga sua própria operação.


Agora uma curiosidade: qual desses três riscos você acha que as empresas brasileiras mais subestimam hoje? Autor: Jhonatas Rodrigues | Publicado por: Blended Insurance

 
 
 

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